A maioria das pessoas escreve para encontrar abrigo; eu escrevo para encarar a tempestade.
Não estou aqui para contar histórias sobre finais felizes, encontros casuais ou promessas eternas. O romance convencional não me atrai e a busca por afeições românticas passa longe das minhas páginas. Se você procura por corpos se entrelaçando, ilusões adocicadas ou dinâmicas de paixão, sinto dizer que errou de caminho. A minha obsessão é outra: é o invisível, o abismo, o peso silencioso que cada alma carrega quando as luzes se apagam.
Sou uma amante da literatura que cava fundo. Onde Osamu Dazai encontrou o declínio da dignidade, Dostoiévski desnudou a culpa e Kafka construiu o labirinto do absurdo, eu encontro meu ponto de partida. Caminho pelas frestas deixadas por Tolstói, Saramago, Bulgakov e Steinbeck. Não me interessa a perfeição dos heróis, mas sim o limite da condição humana. O momento exato em que a moralidade vacila, em que a solitude se torna ensurdecedora e em que a sanidade precisa negociar com a própria existência.
Minhas palavras são tentativas de colocar no papel aquilo que dói nomear. São contos e narrativas sobre o isolamento, a busca por sentido em um mundo caótico, a burocracia da alma, as contradições do dever e o atrito constante entre o indivíduo e o coletivo. Cada texto é um espelho sem filtro para quem prefere a crudeza da verdade ao conforto da fantasia.
Se você também sente que a vida acontece no espaço entre o colapso e a redenção, seja bem-vindo. Sente-se, pegue o papel e leia. Aqui, nós não procuramos o amor que salva; procuramos a consciência que acorda. 📚✏️
- JoinedDecember 20, 2015
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Story by AllRawrHar
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