JayFrances
No universo, há leis que nem mesmo os deuses ousam quebrar.
A mais absoluta delas dita que tudo o que despenca na escuridão do Inferno pertence, por direito, à Estrela da Manhã. Mas Celeste foi a exceção.
Ela era feita de calor, açúcar e devoção ao mundo físico.
Opostos exatos da eternidade fria.
Quando um incêndio devora sua pequena confeitaria, o corpo de Celeste entra em coma, e sua alma desliza para o abismo. Sem carregar a culpa que corrói os condenados, ela brilha nas cinzas como uma anomalia irresistível - capturando a atenção da própria Lucifer Morningstar.
Porém, no exato instante em que o anjo caído estende a mão para reivindicá-la, a medicina mortal puxa Celeste de volta à vida. Lucifer fica para trás, de mãos vazias, provando pela primeira vez em milênios o gosto amargo do desejo roubado.
Agora, despertando com cicatrizes na pele e uma vida em ruínas na melancólica e isolada cidade costeira de Ebonwyk, Celeste tenta juntar os pedaços de sua sanidade. Mas a Estrela da Manhã não aceita perdas. Primeiro, Lucifer a persegue no Sonhar, enredando-a em toques gélidos e possessividade onírica. Em seguida, o impossível acontece: a majestade terrível de Lucifer cruza a fronteira do mundo desperto, caminhando sob o céu de chumbo de Ebonwyk para cobrar sua dívida.
Cercada pela névoa fria do mar e inebriada por uma fome implacável, Celeste precisará descobrir o limite da própria pureza. Ela tentará se agarrar aos vestígios de sua humanidade, ou se entregará às asas da criatura disposta a queimar a realidade inteira apenas para possuí-la?