xxx_aelys
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Quando o Barcelona anuncia a compra de Gabriel Martinelli do Arsenal no início da temporada, o mundo do futebol fica em choque. Ninguém esperava. A mídia explode e o Camp Nou se prepara para receber um novo alfa de ponta esquerda, agressivo, concentrado e conhecido por não deixar nenhuma falta barata.
Pau Cubarsí, o zagueiro alfa de dezenove anos, acompanha a notícia com interesse contido. Desde que soube da existência do brasileiro, sabia apenas o essencial, Martinelli era um alfa intenso, que dominava o lado esquerdo do campo com ferocidade. Mas o que realmente o deixava inquieto era outra coisa , ninguém, em nenhum momento, jamais havia sentido os feromônios dele. O mistério irritava Cubarsí de um jeito quase obsessivo.
Até o dia em que Martinelli pisa no CT do Barcelona.
Cubarsí sente a presença do Alfa como um soco no peito. Seus próprios feromônios, chocolate amargo e café, reagem de imediato, hostis e curiosos. O que começa como uma simples transferência se transforma em gasolina e fósforo. Os dois alfas se provocam sem trégua. Discutem no vestiário, se encaram no treino, quase saem no tapa depois dos jogos. Cada confronto é mais tenso. Cada olhar mais carregado.
Martinelli não se dobra. Cubarsí não se cala. E quanto mais o brasileiro o desafia, mais o jovem zagueiro se vê obcecado por descobrir o que se esconde por baixo daquela agressividade... e por que, depois de tanto tempo, ele foi o primeiro a sentir aquele cheiro que ninguém nunca havia sentido.
Em um mundo de alfas, betas e ômegas, dois alfas se tornam inimigos íntimos. O campo, o vestiário e as noites em Barcelona se transformam no campo de batalha de uma guerra que nenhum dos dois está preparado para perder ou para vencer.
E o cheiro de maçã verde e chocolate amargo misturados no ar.