Ana_JSol
Nut sempre acreditou que o amor fosse apenas um construto social: previsível, raso, facilmente explicável por dopamina, apego e carência. Estudante de psicologia, famoso por nunca se envolver além de uma noite e por deixar uma sequência de corações partidos no caminho, ele decide transformar essa convicção em seu trabalho de conclusão de curso. Seu objetivo é simples e cruelmente lógico: provar que o amor é superficial, descartável - e que ninguém realmente se apaixona de verdade.
Hong discorda.
Romântico, impulsivo e perigosamente sensível, Hong nunca foi próximo de Nut, apesar de dividirem o mesmo círculo de amigos. Talvez porque Nut ria de quem acredita demais. Talvez porque Hong sinta demais. Quando escuta a tese de Nut, algo nele se recusa a aceitar aquela visão fria sobre o sentimento que sempre guiou suas escolhas - mesmo as erradas.
Então Hong propõe um experimento próprio.
Noventa dias.
Três meses.
Um único objetivo: fazer Nut se apaixonar.
Sem mentiras, sem truques sujos - apenas presença, cuidado, conflito, desejo e verdade. Ao longo desse acordo improvável, Hong decide mostrar que o amor não é apenas doce e confortável, mas também inquietante, frustrante, intenso e profundamente humano. Que amar envolve risco. Entrega. Vulnerabilidade. E que nem tudo pode ser medido, controlado ou explicado em gráficos.
Entre encontros casuais que deixam de ser casuais, discussões que viram confissões, risadas no meio da madrugada e uma tensão que cresce a cada toque evitado, Nut começa a perceber que algo está escapando do seu controle. E talvez - só talvez - o amor não seja tão superficial assim quando se está do lado errado do experimento.
Porque alguns métodos científicos falham justamente quando o coração decide participar.