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Aemma morreu para que seu filho pudesse viver.
E assim nasceu Baelon Targaryen, aquele que viria a ser chamado de o Garoto Sobrevivente.
Veio ao mundo sob presságios sombrios, marcado por uma antiga maldição que nenhum septão ousava nomear. Diferente dos de seu sangue, não trazia os cabelos de prata puro dos Targaryen, mas fios castanhos, atravessados por uma única mecha branca - como se o destino tivesse deixado nele a marca de sua verdadeira herança.
Havia nele, porém, uma beleza etérea... não terrena, mas suave e quase celestial, como algo que não pertencesse inteiramente a este mundo.
E foi essa mesma estranheza que lançou dúvidas sobre seu nascimento. Em sussurros, o povo de Westeros passou a dizer que a rainha Aemma havia traído o rei Viserys, e que o menino não passava de um bastardo. Contudo, tais palavras eram falsas, pois Baelon era, sem sombra de dúvida, filho legítimo de Aemma - que entregara a própria vida para que ele respirasse.
Mas a maldição não cessou com seu nascimento.
O pequeno Baelon veio ao mundo frágil, tão débil que poucos acreditavam que sobreviveria por muito tempo. Não chorava. Não abria os olhos. Era como se estivesse preso entre a vida e a morte.
Até que, por fim, os abriu. E então veio o assombro.
Um de seus olhos era violeta, profundo como o sangue antigo da Valíria. O outro, porém, era cinza pálido - quase branco - como se tivesse visto aquilo que homem algum deveria ver.
E naquele instante, muitos passaram a temer... que o menino não fosse apenas marcado pelo destino, mas reclamado por algo muito mais antigo.